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Vendas caindo na conta da esposa e no PIX do filho: isso tem nome, e é crime

Usar conta de familiar para segurar o faturamento no Simples é sonegação. A Receita cruza tudo em segundos, e o familiar entra junto.

14 de agosto de 2026Por LELIS Advocacia4 min de leitura
Vendas caindo na conta da esposa e no PIX do filho: isso tem nome, e é crime

Metade das vendas cai na conta da esposa. Uma parte no PIX do filho. O caixa da empresa fica magro no papel, o limite do Simples não estoura e parece que está tudo resolvido.

O nome disso

Usar contas de familiares para esconder receita é sonegação fiscal. Crime da Lei 8.137/90, com pena de até 5 anos de reclusão, mais multa. Na esfera tributária, a conta chega com exclusão do Simples ou desenquadramento do MEI e cobrança retroativa, com multas que vão de 75% a 225%.

O detalhe que ninguém conta na roda de empresários

O familiar que empresta a conta entra junto. A movimentação atípica no CPF dele cai na malha fina, e quem participa do esquema pode responder pelo mesmo crime.

Em 2026 não existe esconderijo

Os bancos informam tudo à Receita pela e-Financeira. O cruzamento de PIX, cartões e notas é automático e leva segundos.

A porta de saída

Ela existe, mas fecha quando a fiscalização começa. Quem regulariza antes, confessando e parcelando o débito, pode ver a punibilidade extinta pelo pagamento. O caminho certo é advogado tributário e contador trabalhando juntos, com plano de transição para uma estrutura que aguente crescer.

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Conteúdo informativo e educativo, publicado nos termos do Código de Ética e Disciplina da OAB e do Provimento 205/2021. Não substitui a análise do seu caso. Decisões judiciais podem ser modificadas por recursos. Ramon Lelis · OAB/BA 49.098.

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